Av Santos Dumont, 3131A, Torre Del paseo, sala 920, Aldeota, Fortaleza (CE)

Fortaleza 85 3248 3284   85 9956 7000   Manaus 92 981180014

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Clínica em Manaus

Atendimentos em Manaus no período de 18 a 24/03.

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Seminário de Lacan As Formações do Inconsciente

Seminário As Formações do Inconsciente
Data: 12/03/2016 de 14h00 às 18:00
Local: Shopping Del Paseo, sala 920, Aldeota.
Valor: profissional R$ 50,00 Estudante R$20,00

Lacan vai construir uma teoria da subjetividade, retomando as construções freudianas sobre as formações do inconsciente, a partir da linguística e da filosofia. Ressalta o uso do significante como expressão de uma demanda e vai dizer que o objeto do desejo é o desejo do Outro. Neste primeiro semestre de 2016 faremos uma tentativa de percorrer este caminho com Lacan.

 

E em Manaus

Seminário As Formações do Inconsciente
Data: 19/03/2016 de 14h00 às 18:00
Local: Condomínio Solar dos Franceses, Torre Bordeaux, apto, 104, D. Pedro.
Valor: profissional R$ 60,00 Estudante R$30,00

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Seminário A relação de objeto, livro 4, de Jacques Lacan

Seminário_Fortaleza_4_07_2015

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SEMINÁRIO DE PSICANÁLISE – FORTALEZA

CARTAZ MONICA FORTALEZA

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April 6, 2015 · 5:47 pm

CARTAZ MONICA MANAUS_AtualizaçãoL-2

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April 6, 2015 · 3:37 pm

Seminário de Psicanálise

Seminário de Jacques Lacan, livro 2, o eu na teoria de Freud e na técnica da psicanálise

Neste segundo encontro seguiremos a trilha iniciada por Lacan no seminário anterior, com a retomada do percurso freudiano, marcando a diferença entre a análise do eu e a análise do discurso no seio da teoria e da técnica psicanalítica. Para isto Lacan coteja a noção do eu na tradição filosófica, apontando a diferença em relação à concepção freudiana, pois nesta o eu é a soma das identificações do sujeito. Ele segue Freud e ressalta que o inconsciente é justamente um sujeito acéfalo, descentrado em relação ao ego, algo como uma “fala que fala em mim, para além de mim”, sendo esta fala ligada a um desejo que não pode ser nomeado.

Data: 11/04/2015

Horário: de 09h00 às 13h00

Local: av. Santos Dumont, 3131A, Torre Del Paseo, sala 920, Aldeota.

Valor: profissional – R$50,00 estudante – R$ 20,00

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Como posicionar a angústia diante das fórmulas da sexuação?

O mote deste trabalho é interrogar a posição da angústia diante da separação dos campos homem e mulher nas fórmulas da sexuação propostas por Lacan no seminário “mais, ainda”, o Encore.

Com essas fórmulas Lacan encontrou um meio de escrever e assim delimitar os dois campos do sexo nos seres falantes, a partir da linguagem e a respectiva distinção no campo do gozo, no que se constituiu a sua doutrina sobre os gozos. A inscrição é feita a partir dos quantificadores lógicos de Aristóteles, sendo que o campo do lado esquerdo é o campo fálico, cujo respaldo é o da exceção em relação ao universo dos seres castrados, aliás, justamente por essa exceção é que se pode falar de universo. No campo do lado direito Lacan modifica uma parte da lógica aristotélica escrevendo esse campo a partir de duas negativas, mostrando a inconsistência – não há um x que diga não à função fálica, não como um particular negativo – há alguns que dizem não, resultando assim numa nova inscrição lógica, a não-toda fálica, ou seja, não há uma exceção que possa justificar a universalidade nesse campo.

O campo fálico é o campo homem e este, de certa forma, engendra, em algum momento, todo ser falante, traduzindo a lógica freudiana no tocante à inscrição da libido masculina no inconsciente, e o consequente complexo de castração; ou seja, todos os seres falantes são castrados. Contudo, há uma parte desses seres em que algo neles escapa à condição fálica, há algo neles que escapa dessa lógica unificante, constituindo, portanto, o outro campo a partir de uma lógica chamada não-toda fálica. Esse é o campo denominado do outro sexo, o correspondente a uma mulher.

Então podemos dizer que a distinção dos campos subjaz na existência de duas lógicas ligadas a um fato de linguagem: a da unidade do significante fundante, de modo que se possa escrever um conjunto com todos os seres falantes proclamados homem e a outra lógica, aquela onde não é possível escrever um conjunto que contemple a todas, ou seja é o campo onde a contagem só pode ser feita uma a uma. Isto implica a inexistência de um significante que possa traduzir a sua condição não-toda fálica. Na ordem fálica há um agente, o pai, que escapa a  condição de castrado, portanto há inscrição de um significante o qual responde pelo conceito homem. Esse pai pode ser compreendido a partir do mito freudiano do pai da horda, ou a partir de Deus ou, ainda, a partir de qualquer um que se ponha na posição de exceção, qual seja, a posição de corte que a função pai pode fazer em relação ao desejo de uma mãe.

A partir desse recorte em relação à lógica da unidade, Lacan propõe no Encore a distinção no campo do gozo. No campo homem há uma delimitação permitindo acesso a apenas um gozo, o fálico. Esse gozo Lacan o situa numa condição mínima em relação ao espectro do gozo, ou seja, é uma pequena amostra do que se pode nesse campo, ele o chama de aperitivo de gozo, gozo possível, gozo sexual, linguageiro, etc. No campo mulher há duas setas indicando a possibilidade de dois gozos, o fálico e o gozo do Outro, onde se situa o gozo feminino. Para precisar o que constitui essa possibilidade de assunção a um outro gozo há que se pôr em consideração em primeiro lugar o aforismo que serve para os dois campos: não há relação sexual e em segundo lugar outros dois aforismos que são correlatos ao campo mulher: a mulher não existe e o Outro não existe. 

São proposições bastante provocativas, pois sabemos que aquela que se diz mulher não é alienígena, afinal se trata de uma parte na divisão do bloco dos seres falantes, assim como sabemos que as pessoas se relacionam sexualmente, além do que aceitar o fato da inexistência de garantias do Outro, notadamente se este Outro remete à existência de Deus, é sempre de uma ordem bombástica. Talvez essas provocações nos obrigue a sair um pouco do senso comum.

Quanto à inexistência da relação sexual esta não é sinônimo de copulação, mas de uma inexistência de proporção entre os gozos nos dois sexos, já que há um fantasma no meio do caminho, não há encontro, tampouco complementaridade entre eles, portanto não há relação. A inexistência da mulher está relacionada à inexistência de um significante que possa dar conta do que seja uma mulher, ou seja, essa inexistência é amparada pela impossibilidade de uso do artigo “a”, o qual definiria o universal feminino. Quanto ao significante do Outro barrado, ou seja a inexistência do Outro remete ao fato de que não há um que diga não à castração, é dizer, não há limite para o feminino, daí a possibilidade de uma mulher gozar de outra forma.

Essa outra forma de gozo pode ser alcançada a partir do esvaziamento de tudo que represente, ou melhor, que justifique em termos lógicos a ordem fálica. Então, a condição de uma mulher de certa forma já propicia esse esvaziamento já que ela não encontra significante para seu próprio estar no mundo. Em seu percurso na via do feminino ela está muito próxima de um nada a dizer sobre isso, o que provavelmente fez com que Lacan, ao apontar a estreita ligação da mulher com o significante do Outro (mais, ainda, pg. 109), indicasse que “É na medida em que seu gozo é radicalmente Outro que a mulher tem mais relação com Deus do que tudo que se pôde dizer na especulação antiga, ao se seguir a via do que se articula manifestamente como o bem do homem.” (Idem, pg. 111). É assim que Lacan emparelha a face do Outro com a face de Deus sendo suportada pelo gozo feminino (idem, pg.103).

No seminário a angústia Lacan adverte sobre a leitura de Kierkegaard como auxílio na compreensão do quadro da angústia. Ele observa que o filósofo considerava que as mulheres são mais afeitas às situações de angústia, mas Lacan também anuncia nesse seminário que a mulher revela-se superior no campo do gozo, esclarecendo essa superioridade com a apresentação do gozo feminino no Encore.

Na segunda aula do seminário de 1962/3 Lacan situa a angústia como signo do desejo; se é assim, tal como quando há fumaça há fogo, então a condição desejante,   fálica, é o terreno aberto para a angústia. Lendo os dois seminários de modo transverso podemos dizer que o gozo feminino implica exclusão da relação do desejo como lei, ou uma exclusão do conflito inerente ao status do desejo, substanciado como desejo pela mãe e normatizado pela lei da proibição ao incesto, ou ainda, na forma como Lacan o expressa no seminário a angústia: “O gozo da mulher está nela mesma. Não se conjuga com o Outro.”

No livro El Concepto de La Angustia, Kierkegaard realmente coloca a mulher numa posição mais acentuada, mais propícia à angústia, devido, principalmente, à sua postura diante do mundo, à sua sensibilidade. Ele pontua que algumas mulheres quando dão à luz são acometidas de uma angústia sem precedentes nos homens. É um quadro tipicamente da mulher em sua posição diante da maternidade. É curioso o modo como o filósofo dinamarquês expressa sua concepção de angústia, já como prenúncio da forma como Freud e Lacan vão desenvolver o tema. Vejamos essa passagem para perceber sua proximidade com a psicanálise: “Do mesmo modo que é totalmente ambígua a relação da angústia e seu objeto, é dizer, a algo que não é nada – coisa que a própria linguagem corrente tampouco deixa de destacar com muita exatitude: angustiar-se por nada-, assim também o trânsito que aqui possa ter lugar entre a inocência e a culpa tem que ser dialético, tão dialético que é manifesto que a explicação seja, ineludivelmente, psicológica.”(tradução livre). Kierkegaard, em que pese sua posição como filósofo, não deixa de lado o conhecimento leigo, aludindo à linguagem corrente e toca em dois pontos caros ao nosso campo, o nada e a culpa. Ele se antecipa à psicanálise.

Sua construção coloca a inocência no campo da ignorância,  seria estar longe do espírito e nesse estado de inocência há inércia e não há nada contra que lutar ou desejar, falta algo contra o que o espírito possa intervir. E então ele pergunta: que efeitos tem esse nada a lutar? A sua resposta é que o nada engendra a angústia e essa posição é pontuada com a diferença clara e marcante entre o quadro de angústia, o do medo e seus similares. Ele parecia conhecer o terreno onde estava pisando.

Passada ligeiramente a construção do conceito de angústia em Kierkegaard, talvez a mais próxima da psicanálise, destaco um elemento que aproxima  Lacan e o filósofo, qual seja, a posição de Deus diante do quadro de angústia, já que para Lacan o gozo do Outro, gozo feminino, o qual pode ser alcançado por uma mulher, tem mais relação com Deus do que tudo que se pode dizer Dele, enquanto que a presença do espírito, no filósofo, implica o afastamento da angústia.

Houve uma mudança drástica entre a concepção freudiana de angústia e a de Lacan. Essa mudança repousa na relação da angústia com um objeto. Após uma longa digressão sobre o texto freudiano Inibição, Sintoma e Angústia, Lacan conclui que a angústia não é sem objeto, contudo, como sabemos, não se trata de qualquer objeto, mas o objeto a causa do desejo e causa da angústia. A conexão desse objeto causa do desejo com a angústia é justamente a partir de sua falta. Como esse objeto é a própria falta, falta que causa o desejo, faltou a falta, portanto, a angústia é correlata à falta da falta. E nesse caso essa construção se aproxima muito da posição kierkegaardiana, pois, afinal, paz e repouso, sem nada contra que lutar, remete a uma falta da falta que mobiliza o desejo, já que a paz prosperou.

Em linhas gerais o quadro de angústia parece coincidir em muitos aspectos nos três autores, mas a diferença radical de Lacan se apresenta com suas fórmulas da sexuação pontuando as distinções no campo do gozo. Desse modo, Lacan marca posição em relação ao discurso, o sexo é organizado pelo fato da linguagem e não pela anatomia, e ele avança mostrando a possibilidade de se atingir uma posição completamente outra, além fálica, e aqui caberia até retomar o termo alienígena, para aquela que é sempre outra. Uma mulher é aquela que pode ascender ao gozo feminino. Essa modalidade de gozo, gozo do Outro, é não sexual porque fora do espectro fálico, além dele, portanto, além da linguagem. É uma posição que remete ao encontro de duas inexistências: a primeira, a do significante que responda pela mulher; e a segunda, a do significante do Outro, pois este é barrado, não há então um pai que possa “ensinar”, ou “transmitir” algo da ordem do feminino. O esvaziamento é de dupla ordem, o primeiro engendrando o segundo, e é nesse encontro de vazios onde repousa a possibilidade de nada a ser dito, de forma que se despojar de tudo a ser dito, de toda significação é dar abrigo a outra ordem, outro gozo pode tomar lugar e nesse instante a angústia ficou no meio do caminho entre o desejo e o gozo, este fálico, neste outro gozo, o feminino, não há lugar para a angústia. 

A posição final da angústia em Freud vem marcada pelo complexo de castração. Toda angústia é angústia de castração e na mulher Freud aponta três saídas para o que pode ser o drama do feminino, a maternidade, a frigidez e o complexo masculino. Essas saídas não se distanciam do campo fálico, pois mesmo a saída pela maternidade chega apenas à mera substituição numa equação (pênis=falo), bem distante do que poderia aludir ao feminino. E as saídas da histérica ficam no meio do caminho, já que a histérica se identifica com o pai, ela não pode prescindir dele, são todas fálicas. Lacan inclusive ressalta que uma mulher fálica terá muita dificuldade em albergar o outro gozo, de igual modo a mãe que também está no campo fálico terá essa dificuldade. Parece que o quadro freudiano não é muito promissor em relação à assunção ao feminino.

Mas parece também que o enfoque freudiano ajuda indicando sinalizadores que convergem em direção à circunscrição da angústia numa determinada lógica. É nesse ponto que a mudança radical proposta pela escritura de Lacan com as fórmulas da sexuação nos permite vislumbrar um instante de saída para a angústia a partir de uma outra lógica, a lógica não-toda. O que me interrogo aqui é se a irrupção do gozo feminino poderia corresponder a um instante onde não cabe a angústia, e aqui aproximo a conclusão de Kierkegaard quando diz que quanto mais perfeito for o homem, maior será sua angústia, pois a angústia não é externa a ele, é no homem mesmo que está a fonte de angústia, ela está intrinsecamente ligada à possibilidade de liberdade. Se lermos essa perfeição correspondendo a uma tentativa de apreensão da completude, da significação, da exatidão, etc ou mesmo encarar essa possibilidade de liberdade como uma ameaça da queda do Outro, é possível alinhar essas situações de angústia à ordem fálica.

Por outro lado, se confrontarmos as condições lógicas encontradas no outro campo, onde as inexistências se encontram, onde as garantias do Outro não existem, já que a condição primeira repousa justamente na inexistência desse Outro, o caminho que pode tornar possível a liberdade já está aberto, não há mais espaço para significações, para o sentido perfeito e acabado, para a completude ou exatidões. 

Resta concluir que alcançar esse instante e aqui eu pontuo, numa situação do discurso, agora sem palavra, não caberia, em tese, falar de lugar da angústia, ela ficaria circunscrita ao universo fálico. Numa palavra, em termos da lógica do não-todo, uma mulher não encontra o obstáculo da angústia no gozo feminino, uma mulher, nesse instante, não se angustia.

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Convite

As manifestações em curso no país estão sendo alvo de calorosos debates de diferentes matizes. Talvez seja possível apontar duas questões emergentes do processo: procurar compreender a pluralidade de vocações políticas subjacentes a essas manifestações e procurar situar se há espaço para o surgimento de um evento que suscite o novo no enquadramento político e social no país.

Os meios de comunicação de massa registraram o nascimento das manifestações a partir de uma insatisfação pelos serviços e tarifas que norteiam a problemática da mobilidade urbana nas grandes cidades, a começar por São Paulo, cujo estopim teria sido o aumento nos preços do transporte coletivo. A partir daí surgiu um grande efeito dominó e o movimento se espalhou rapidamente pela ação das redes sociais e pela grande mídia. Se o movimento  se espalhou é possível inferir que havia combustível para tal, já que não é novidade o caráter emergencial, ou seja, o que corre risco de morte, dos serviços públicos, como transporte, educação, saúde e segurança, só para citar algumas importantes ordens de grandeza, em todas as esferas de poder no país.

A psicanálise não se ocupa diretamente de questões políticas dessa grandeza, ela vislumbra o espaço subjacente à constituição de um sujeito. Contudo, esse advento do sujeito só é possível com a implicação de duas condições: o dispositivo analítico e o indivíduo que tenha uma queixa e esteja disposto a falar sobre a forma como ele é afetado por essa queixa.

Propagava-se por todos os meios a existência de uma certa apatia envolvendo os agentes sociais, e é possível que uma vertente de raiz dessa apatia seja inerente à ausência de um projeto político. Habitamos num mundo onde a velocidade das inovações tecnológicas afeta o cotidiano de todas as gentes, principalmente e de forma exponencial no meio urbano, sem uma contrapartida de inserção de cada um nesse turbilhão de acontecimentos. Há, ao mesmo tempo, ora uma ordem imperativa de inclusão, notadamente a digital, ora uma ordem que se impõe a partir de uma lógica ainda mais imperativa, a da exclusão social. Essa lógica é constituinte do que Lacan chamou o discurso do capitalista. Resta ao indivíduo encontrar uma forma de se sustentar entre esse estar dentro e fora ao mesmo tempo.

Faço uma transposição entre o indivíduo no meio social e aquele que procura a psicanálise motivado por uma forma de expressão de seus afetos, os sintomas. E vejo de forma muito positiva a passagem do espaço privado entre o indivíduo e a rede de computadores e o indivíduo e as manifestações de rua. Não simplesmente como uma intervenção que possa se constituir numa panaceia para todos os males sociais que afetam os cidadãos de um modo amplo, mas, sobretudo, pela abertura de uma multiplicidade de falas que podem dar ensejo à invenção do novo na modalidade política.

É com esse escopo que convido, juntamente com os amigos, Eduardo Chagas e Eudes Baima, professores da UFC e UECE, a um debate sobre as manifestações em curso no país, onde a fala será a tônica.

Eis aí o convite:

CONVIDAMOS AQUELES QUE SE SENTIREM CONVOCADOS PARA DEBATER  ABERTAMENTE, COM INSCRIÇOES PARA FALAS LIVRES, SOBRE AS MANIFESTAÇÕES EM CURSO NO PAÍS, A COMPARTILHAR UM ENCONTRO NO DIA 16 DE JULHO, COM INÍCIO ÀS 09h00 E TÉRMINO ÀS 12h00, NA SALA 07 DA PEDAGOGIA NA FACED DA UFC.

 

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FELIZ ANIVERSÁRIO FREUD

Deixei o consultório tarde, cheguei em casa ainda mais tarde. Dei uma olhada em minha caixa de correios, respondi algumas mensagens e me veio que hoje é o aniversário de Freud. Puxa, tão tarde para a lembrança! Ato contínuo, pensei, amanhã escrevo algo para postar no blog. Nem uma única palavra hoje, 06 de maio?

 Sim, não uma palavra, mas mais de uma: Freud é o pai da psicanálise e eu costumo dizer que escolho o pai. Escolha que remete a um simples fato, a psicanálise é freudiana, porque sua invenção. Invenção que se inventa a cada escuta no dispositivo analítico, uma a uma, não reinventando o inventado, mas inventando a cada vez, no singular, a cada momento em que se estabelece a relação transferencial e se mostra o divã. Se há um presente que se possa oferecer a esse ilustre aniversariante é manter intacta sua invenção, contudo, esse intacto só diz respeito a um saber: o do inconsciente. Sem mais delongas, sem amarras, sem regulamentação, simplesmente a psicanálise com o pai da psicanálise.

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